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A “Pandemia da Desgovernação”

A desgovernação do Governo da República no combate à pandemia, o seu currículo repleto de mentiras e a sua direção desnorteada num bom estilo socialista

Neste momento o país enfrenta uma crise nacional, uma situação de emergência que requer que todos os cidadãos cumpram os seus deveres dados para enfrentar a pandemia. Nós tornamo-nos soldados que enfrentam uma guerra desgastante e que afetou o país de todas as maneiras possíveis. Desde o quotidiano das pessoas, à economia que levou um duro golpe, em que um novo normal se estabeleceu. Mas questiono-me se os nossos “generais” em Lisboa estão a comandar-nos da maneira correta, ao menos a fazerem o seu melhor depois de praticamente um ano de combate a esta pandemia.

         O primeiro caso de Covid-19 na Europa foi um alemão de 33 anos e foi registado a 24 de Janeiro na Alemanha e desde este dia, até 1 de Março, o vírus espalhou-se pela Europa com grande parte dos países registando pelo menos um caso de Covid-19 nesse período. Portugal nesse período não registou nenhum caso e cresceu então um sentimento de sorte por ainda não ter chegado a Portugal mas todos nós sabíamos que era uma questão de tempo até ser registado o primeiro caso no país. No dia 2 de Março veio a se registar no Norte do país o primeiro caso do vírus. As escolas encerraram e o ensino foi optado por ser feito a distância para conter a propagação do vírus. Obviamente, surgiu o problema que nem todos os alunos tinham as condições necessárias para terem ensino à distância. Então na altura, o Primeiro-Ministro assegurou que no ano letivo 2020/2021, caso a pandemia agravasse e a realidade de um retorno às aulas à distância voltasse, os alunos iriam ter os equipamentos necessários e o acesso à rede para que os alunos possam ter aulas à distância. Entre Abril e Maio de 2020, o Primeiro-Ministro e o Ministro da Educação continuaram a reforçar a sua promessa, mas hoje sei que o governo mentiu perante os portugueses e que tiveram a montar um espetáculo nestes últimos tempos para cobrir o falhanço. Com a Covid-19 e a nova variante mais contagiosa neste momento atacando com força total sobre país, todos nós tínhamos a esperança que as escolas iriam fechar logo que a situação se agravasse mas o governo manteve as escolas abertas assegurando que estas seriam um espaço seguro mas claro isto é mentira e a decisão do governo de manter as escolas abertas foi uma desculpa para claro, cobrir esta promessa falhada. Depois de um maior agravamento da pandemia, o governo encerrou o ensino durante 15 dias e sem ensino à distância neste período. Qual será a justificação desta decisão? Que a qualidade do ensino à distância é pior e então preferiram encerrar o ensino? O regresso às aulas está agora a ser feito por ensino à distância, e então, porque esta paragem de 15 dias para depois haver aulas à distância. Era para entregar mais 100 mil computadores para um milhão de alunos? (O número entregue de computadores até Dezembro de 2020 era de 100 mil para um milhão de alunos). Este governo escolhe reagir em vez de prevenir, talvez será essa a razão, ou senão uma das razões que o país chegou à pior posição do mundo em casos diários, mortes diárias e risco de infeção por milhão de habitantes? Referente à proibição das aulas à distância no ensino privado no período dos 15 dias, esta medida foi totalmente motivada por questões ideológicas, retirando assim a possibilidade aos alunos do privado de continuarem as suas aulas com a justificativa ridícula de ser justo desta maneira.

         Também entre outras decisões ridículas, é a luz verde por parte do governo e da DGS da realização da festa do Avante em Loures com a declaração da Ministra da Saúde apanhando-me de surpresa e deixando-me sem palavras. “estamos num momento específico, de exceção”. Isto é inacreditável vindo de uma Ministra da Saúde. O vírus nunca irá fazer exceções e são este tipo de decisões que permitem o avanço do vírus e se mesmo depois de incidentes, com distanciamento social a não ser respeitado e outras medidas sanitárias também na festa do Avante, em pleno estado de emergência, o PCP decide realizar o seu congresso presencial, o que foi mencionado num dos debates da aprovação do estado de emergência na assembleia da república, com claro, o PS a defender o PCP para claro estes votarem a favor do orçamento de estado. André Ventura também juntou-se ao “barulho” criticando a realização do congresso mas é um hipócrita ao criticar a realização do congresso mas depois decide fazer um jantar-comício, não autorizado, em Braga com 170 pessoas, sem distanciamento nenhum. Irónico, o “anti-sistema” e “anti-hipócrita” é hipócrita. De volta ao governo e à DGS, gostaria de ter uma explicação coerente por parte do governo e da DGS do porque da proibição, por exemplo, do público nos estádios de futebol e de festivais de verão mas a luz verde para haver público em touradas em Santarém e de 27 mil pessoas, repito, 27 mil pessoas poderem assistir à fórmula 1 em Portimão quando há provas de violação do distanciamento social no Autódromo de Portimão. Não faz sentido nenhum. O governo aprova medidas não para salvaguardar a vida dos portugueses, mas sim, os seus interesses.

         Relativamente à vacinação da população, como vai ser? Vão injetar nos portugueses mais mentiras e propaganda? Um plano de vacinação que dá prioridade aos deputados na assembleia da república antes de muitos idosos por esse país fora? Dou os meus parabéns à atitude dos deputados que decidiram esperar pela sua vez de ser vacinados. Mais uma questão relativamente a este assunto da vacinação, isto está a se tornar igual à vacinação contra gripe em que há vacinas para todos desde que todos não peçam? O governo garantiu que iam chegar mais vacinas contra a Covid-19 mas não sabem quando chegam. Mas vão chegar? As vacinas chegam a Portugal num pacote especial com computadores também para um milhão de alunos como garantiram também? Momentos de exceção e desconfinamento precoce, na minha opinião, são as duas razões principais para o país estar no estado que está.

         Em conclusão, isto são erros inadmissíveis que fizeram o SNS ficar à beira do colapso. Mas há quem argumente que isto foi uma situação imprevisível, nunca ninguém imaginaria uma pandemia, mas o governo já teve mais do que tempo o suficiente para se adaptar a este contexto, como claro, os portugueses também e se pensam que esta desgovernação só acontece no combate à pandemia então estão enganados. Um cidadão ucraniano é morto às mãos do estado e a diretora do SEF só se demite 9 meses depois e o Ministro da Administração Interna nem a decência de pedir demissão tem. Para adicionar mais provas ao currículo mentiroso do governo, é o caso da nomeação do procurador europeu José Guerra em que o currículo deste contém “lapsos”. Novamente, a Ministra da Justiça não tem a decência de pedir demissão. O Primeiro-Ministro dos Países Baixos demitiu-se por menos, este demitiu-se devido a um escândalo referente aos abonos daquele país. Mas em Portugal, quando um estrangeiro morre às mãos do estado português e mentem no currículo, estes preferem arranjar desculpas e ficar agarrados ao poder. Ai Zé Povinho, como te fazem de burro.

         Isto pode acabar. Está nas mãos dos portugueses votar estas figuras para a rua. As eleições autárquicas são este ano e as legislativas para o ano. Temos nós, na JSD Madeira, um dever de apoiar o PSD Madeira no impedimento do PS Madeira de formar aqui um governo regional e impedir que aconteça uma desgovernação que os socialistas tanto gostam como já provaram fazer no governo da república e nas câmaras municipais aqui da região.

Guilherme Aveiro
Militante da JSD Madeira

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