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Censos 2021 – Região Autónoma da Madeira

Vamos dar a volta com a sua ajuda…

Caros Companheiros e amigos, não poderia estar impávido e sereno ao ser confrontado com os dados divulgados pelo INE (Instituto Nacional de Estatística), relativamente aos Censos 2021, em especial, na Região Autónoma da Madeira.

Na primeira leitura, procurei compreender o que os números significavam “em concreto”. Numa segunda leitura, dou por mim a verificar possíveis medidas que procurem reverter os dados genericamente negativos.

Introdutoriamente, os Censos visam produzir informação essencial para o desenvolvimento económico e social. Os dados analisados constituem instrumentos indispensáveis ao planeamento informado dos serviços e à definição de políticas nas mais variadas áreas. Os Censos, procuram identificar o capital-humano, numa determinada área geográfica, que poderá se traduzir numa leitura de âmbito nacional, regional, local e pequenas áreas geográficas ou subpopulações. Essa informação recolhida é de extrema importância, uma vez que, permite aos Estados, Regiões e autarquias, e diversos “stakeholders” a tomada de decisões.

Muito sucintamente, a Região Autónoma da Madeira (RAM) perdeu 6,2% da população (https://www.ine.pt/scripts/db_censos_2021.html) comparativamente aos censos realizados em 2011, por outro lado, verifica-se um aumento do número de agregados de 2,2% e um amento do número de alojamentos, traduzindo-se em 0,9%. 

O dado mais preocupante, é sem dúvida a diminuição do número de população residente na RAM. Estando a RAM entre as Regiões do País com pior percentagem de perda populacional. Aproveita-se para informar que a nível nacional Portugal perdeu 1,9% da população em 10 anos, o que numa macro escala é preocupante estes valores negativos.

O motivo da minha intervenção escrita, prende-se fundamentalmente com este “êxodo demográfico”, estamos a perder população e não podemos ficar felizes com estes dados seriamente negativos, pelo contrário, devemos refletir individualmente e em conjunto, procurando soluções.

No século passado, inúmeros Madeirenses emigraram à procura de uma vida melhor num dos quatro cantos do mundo, eram sobretudo, pessoas jovens (faixa etária 15 aos 30 anos), com um nível de ensino á época elementar. A ambição pessoal, conjuntamente com a valorização da moeda estrangeira face ao escudo e a precariedade laboral que era sentida, levou estes jovens hoje adultos e idosos a emigrarem. 

Hoje assiste-se a jovens qualificados com formação superior e profissional a emigrarem, por não encontrarem em Portugal e na RAM emprego na sua área de formação. Outro dos motivos é o facto dos jovens terem dificuldades em adquirir habitação própria, seja pelos valores dos imóveis seja pela dificuldade de encontrar um trabalho estável do ponto de vista laboral. 

É notório através das ofertas de emprego que se encontram publicadas no Instituto de Emprego da Madeira, IP-RAM, que ainda não demos o salto tanto almejado pelos jovens que procuram trabalho após conclusão da sua formação superior ou formação profissional. É visível na sua maioria, ofertas de empego que não carecem de formação superior, isto é preocupante, em primeiro lugar porque sem formação não há desenvolvimento e sem desenvolvimento não há crescimento económico, por outras palavras, não é possível termos uma economia próspera, sem desenvolvimento. O desenvolvimento da sociedade advém do capital humano, que por sua vez, está diretamente relacionado com pessoas especializadas, quanto mais especializadas forem as pessoas mais desenvolvimento teremos, este desenvolvimento traduz-se em mais emprego, com novas empresas e investimento. 

No nosso caso, havendo excedente de capital humano qualificado e um deficit de empresas e entidades que empreguem esses jovens é natural que esses jovens se desloquem para outras paragens. Perdemos essencialmente três coisas, população, investimento educacional e capitalização de investimento seja nacional seja estrangeiro. 

Relativamente à habitação, o Governo Regional da Região Autónoma da Madeira irá reforçar o investimento na habitação social através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) destinando uma cerca de 136 milhões de euros. É com grande alegria que verifico um montante tão avultado nesse setor fundamental de fixação dos mais jovens. 

Alude-se à atenção que o Governo Regional da RAM, tem tomado inúmeras medidas que visam integrar os jovens no mercado de trabalho através de programas de emprego isso é visível, contudo caberá também ao poder local, nomeadamente, autárquicas e juntas de freguesia contribuir para a dinamização dos territórios por forma a integrar os jovens no mercado de trabalho, captando investimento nacional e estrangeiro impulsionando as ofertas de emprego qualificado. 

Mas não é só de jovens que é composto a sociedade, mas de adultos e idosos que não deverão ser marginalizados, mas sim ajudados, construindo uma sociedade mais coesa e intergeracional, com modelos organizativos que permitem o livre desenvolvimento das pessoas conferindo condições de tratamento, saúde e habitação. 

Em suma, gostaria de chamar a atenção para o próximo dia 26 de setembro de 2021, trata-se das eleições autárquicas, em que o eleitorado tem o dever cívico de escolher os seus representantes do poder local, chamo a atenção que haverá três boletins de voto (voto para a Câmara Municipal, voto para a Assembleia Municipal e voto para a Junta de Freguesia) que deverão ser preenchidos. Apelo ao sentido de responsabilidade, mas também ao sentido de compromisso para com as gerações presentes e futuras. Este compromisso será alcançado com o Partido Social Democrata, que sempre pôs a Madeira em primeiro lugar, mesmo quando Lisboa queria “limitar” a nossa Autonomia. 

É fundamental deter o poder local para agir em nome da população por um futuro mais promissor para os Jovens, mas ao mesmo tempo um futuro digno para os idosos, que possam ser “compensados” pelo trabalho que prestaram a esta sociedade, no qual nós jovens nos orgulhamos.

Viva a JSD!
Viva o PSD!
Viva a Região Autónoma da Madeira!

Rui Castro
Militante da JSD Madeira

#Funchalsempreafrente

#LiderarParaTi

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