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Covid-19 e as autárquicas: o começo da história do futuro próximo

Estamos não no fim, nem no início, mas sim no início do fim de tudo como conhecemos

Passados largos meses desde o início da pandemia, será por hipótese oportuno e interessante tentar agourar, como diria o padre António Vieira, a história do futuro, desta nossa relação com o nefasto coronavírus, e o seu impacto na nossa sociedade. Na vertente pública, a pergunta básica continuará a ser a mesma: como é que se vai pagar a conta de tudo isto? Com autárquicas ao virar da esquina, promessas de paraquedas para evitar a desgraça final vão caindo do céu.

Daqui até fim de setembro ainda falta, e pairam no ar uma infinidade de problemas por resolver. Desde a cultura, ao fim das moratórias, e às grandes empresas estatais à beira de cair do penhasco, como a TAP (da qual acabaremos por ser acionistas sem quaisquer viagens à disposição). Fala-se também de sondagens que dão azo a especulações, e dos escândalos políticos já habituais da “geringonça” (mas também com este nome não se esperava algo mais) que envolvem na sua maioria o ministro Eduardo Cabrita e outras figuras. Na sequência de Guterres, Sócrates e Costa, já perfaz um total de 20 anos de governação socialista, o que culminou numa estaticidade e estagnação económica alarmante. Fala-se na chegada de uma “bazuca” europeia para passar uma esponja por cima deste acumular de asneiras, mas pouco se sabe deste plano aprovado da UE, apenas há certezas de quem vai beneficiar (e muito) destes fundos, e de que o atual governo não saberá investi-los com sensatez e produtivamente a longo prazo. Talvez investirão naquilo que traz votos… empregos na função pública. Não admira que a atual equipa de apoio à governação é das maiores que se tem memória, mas das mais inúteis de sempre. Aliás, sempre se ouviu dizer que quantidade não é qualidade.

Face a este negro quadro político nacional, pouco nos resta. Primeiramente, continuar a pressionar o governo quanto à questão pandémica, se é de facto necessário ser administrada uma 3.ª dose, e salientar que são precisas respostas sociais e mais direitos laborais para combater a tendência de decréscimo populacional, visível nos recentes dados dos Censos 2021. Além disto, desmascarar o carácter demagogo e populista da campanha autárquica, em que os candidatos fazem promessas de amor eterno, bem como eventuais sobras da futura “bazuca”, que têm tantas probabilidades de serem mesmo entregues, como das promessas feitas há quatro anos têm de ser cumpridas.

É necessário abrir os olhos daqueles que têm a mente fechada ideologicamente, e que despoletam guerras entre frações políticas, em que cada qual tem as suas paixões encegueirantes e doutrinações fervorosas- precisamos de gente com visão, líderes aptos, pessoas desapegadas a preconceitos com capacidade de integrar projetos e ideias, começando pela gestão autárquica. O poder local urge de equipas coesas que apostem e trabalhem para o mesmo fim, desligadas de interesses partidários, e mais ligadas à população. A pandemia obrigou-nos a ajustar o nosso quotidiano, e ensinou-nos que é tempo de fazer coisas novas, estimulando a criatividade, a competência, e a colaboração. Chegámos a um tempo em que o toque é o nosso maior inimigo, e a distância a nossa maior aliada. Está por agora e no futuro próximo, mudada a forma de fazer política. Estamos não no fim, nem no início, mas sim no início do fim de tudo como conhecemos.

Constança Sobreiros
Militante da JSD Madeira

#LiderarParaTi

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