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(Des)associações de estudantes

Dar voz aos presidentes das comissões de finalistas, como representantes dos alunos, é o mesmo que dar nozes a quem não tem dentes.  

Nas condições em que a educação no nosso país se encontra o associativismo estudantil torna-se, mais do que importante, imprescindível. Ouvimos muitas vezes a ideia errada de que os jovens são o futuro da nação e o associativismo tenta os prepara para consolidar a voz no futuro. Errado. O associativismo juvenil permite que os jovens não esperem pelo o amanhã, para se afirmarem, hoje, como uma voz válida na sociedade.

As associações de estudantes tem um papel fundamental neste aspeto, porque dão oportunidades aos jovens de defenderem e conquistarem os seus direitos como estudantes, numa sociedade que cada vez mais os desvaloriza.

Muitas vezes, infelizmente, as comissões de finalistas, que nem existem legalmente, são confundidas com as associações de estudantes. 

A opinião das comissões de finalistas são demasiado valorizadas, não só pela a própria escola, mas por vezes até pelos próprios meios de comunicação social, como se estes representassem todos os alunos de um estabelecimento de ensino, quando efetivamente são apenas eleitos pelos alunos de décimo segundo ano, e estão condicionados a efetivar eventos para angariar dinheiro para uma viagem de finalistas e para o dia da benção das capas. 

É lamentável que hiper valorizem a sua função visto que o/a representante dos alunos é o/a presidente da associação de estudantes, este que integra de igual modo o Conselho da Comunidade Educativa, vai às reuniões e evita que o bem estar dos alunos caia no esquecimento. 

O papel de uma associação é muito mais complexo, é tentar encontrar um objetivo comum a todos os anos letivos, mais do que isso, ouvir não só um ano de escolaridade mas três, seis ou nove de acordo com a escola em questão e fazer com que todos os alunos se sintam integrados na comunidade escolar. Dar voz aos presidentes das comissões de finalistas, como representantes dos alunos, é o mesmo que dar nozes a quem não tem dentes. 

Para não falar do número de integrantes de uma comissão, composta por cinco elementos, todos de apenas um ano de escolaridade e uma associação além da maior quantidade tem uma maior representatividade dos diferentes anos letivos.

É assim, essencial, a criação de Associações de Estudantes nas escolas da nossa região, à semelhança do que acontece noutras partes do pais, que tenham legitimidade para falar em nome de todos os estudantes de uma escola, não deixando ninguém para trás. 

Só assim conseguiremos ter uma voz ativa no futuro da nossa educação.

Pelos estudantes madeirenses.

Laura Silva
Presidente do Núcleo da JSD Caniço

#LiderarParaTi

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