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e- Política e as “Fake News”

Com a evolução tecnológica podemos efetivamente esperar novas formas de expressar ideologismos, de colher apoios ou até moldar conceitos sociais. A tecnologia veio mudar a forma de comunicação global trazendo mais veracidade e autenticidade às comunicações, mas também trouxe algo que adotamos como as “fake news”.

Com um quadro político com o que somos confrontados atualmente, somos convidados a observar, refletir e analisar as novas formas de fazer política, os entraves à receção da doutrina e os problemas que advém.

Não há dúvidas que os aparelhos telemáticos trouxeram um enorme avanço na aproximação social do individuo, nomeadamente, através dos jornais online, da transmissão televisiva via Internet e das chamadas redes sociais.

A pedra de toque prende-se com a veracidade das comunicações que advém desta proximidade digital. 

Quanto aos jornais online a maior parte dos interessados recorre a jornais de relevo nacional, pois são estes que por norma entregam uma notícia fidedigna e porque primaram com excelência durante décadas, assim como, promovem campanhas de combate à falsa noticia, veja-se o exemplo do PÚBLICO.

Relativamente às redes sociais, estas efetivamente diferem dos restantes meios de receção de informação. Neste tipo de comunicação digital, a informação não é analisada, não é fidedigna, nem por vezes revela alguma veracidade em certas declarações. 

Mas será isto um bom meio de comunicação para a política moderna se fazer valer? Inclinamo-nos no sentido positivo. Apesar de haver diversas informações que não correspondem à verdade, é aqui que o utilizador encontra uma conexão mais próxima e intelectualmente íntima com o autor, ou seja, é neste momento que o autor poderá expor pensamentos e ideologias que em nenhum outro modelo comunicativo social divulgaria, talvez pela formalidade do mesmo, pensamos.

Veja-se o exemplo da rede social TWITTER, o utilizador encontra diversas personalidades políticas que jubiladas ou não, mantêm o seu lado crítico e sugestivo relativamente às mais diversas matérias intelectuais e que por sua vez são seguidos por diversos utilizadores interessados que podem ou não interagir com os mesmos autores nas suas publicações. Siga-se o exemplo do ex-Presidente do Governo Regional Dr. Alberto João Jardim, que assiduamente critica e sugere medidas e ações governamentais para a Região Autónoma da Madeira. Siga-se também o exemplo do Dr. Rui Rio que da mesma forma critica e sugere políticas alternativas à governação de António Costa, este último que por sua vez até esclarece e comunica a Portugal determinadas matérias potencialmente geradoras de incompreensão popular por parte das medidas do seu Governo. 

Relativamente à influência das redes sociais na política temos o exemplo da forte aposta do atual presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, que desde a génese da sua campanha republicada, sempre apostou fortemente na cativação popular de forma digital. O autor sempre alegou ser perseguido pelos media pois invocava o fundamento de que a informação não era passada de forma transparente. A verdade é que desta forma reforçou a política digital, levando a que mais intelectuais utilizassem esta rede para expressar ideias e opiniões.

Efetivamente esta comunicação, como disse, traz benefícios, mas também é perecível de vícios, as “fake news”. 

É possível combatê-las? Acreditamos que sim, quiçá através do jornalismo sério e da certificação de entidades que procuram a verdade e transparência. Porém controlá-las não, pois os sistemas digitais primam por serem livres, a opinião é livre. Cabe, porém, ao utilizador selecionar o que pretende seguir.  Em jeito de conclusão, podemos qualificar a e-política como um novo mecanismo indispensável na transmissão doutrinal, pela qual se torna imprudente uma campanha sem uma forte aposta das redes sociais, pois é lá onde está os olhos e a opinião do mundo.

Tiago Gouveia
Militante da JSD Madeira

#LiderarParaTi

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