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Igualdade e equidade para todos

Vivemos em pleno século XXI, ancorados numa governação assertiva e que colocou a Região Autónoma da Madeira nas “bocas do mundo”. Evoluímos e crescemos como nunca, desde o 25 de Abril, e devemos isso à governação PPD/PSD que, de forma inegável e através do seu trabalho, nos elevou a 2ª região mais desenvolvida do país (apenas atrás de Lisboa), e uma das mais desenvolvidas do “velho continente”.

Como tudo na vida, nada é perfeito. Muito ficou por fazer e erros foram cometidos mas, algo é certo, só erra quem faz, dá a cara, dá o passo em frente. Crescemos, orgulhosos no que alcançamos, enquanto autonomia e partido.

Existem, no entanto, algumas lacunas que devem ser corrigidas, de forma premente.

Foco-me naquela que me toca em especial: direitos das pessoas portadoras de deficiência, acesso ao mercado de trabalho qualificado e acessibilidades. Esta questão coloca-nos na cauda da Europa.

Esta temática é trazida muitas vezes à discussão mas, poucas são as soluções encontradas. Crescemos muito, especialmente a nível de mentalidades mas, está na hora de darmos o verdadeiro passo em frente.

Somos o “amanhã” do partido e, em especial, da Madeira. Está na hora de nos focarmos, também, em alguns dos pilares base da sociedade: bem-estar e saúde, equidade, igualdade e justiça.

As mentalidades já mudaram, as regras e apoios também, mas, o que as pessoas portadoras de deficiência realmente querem, é uma região que pensa e olha para a igualdade e equidade, como algo fulcral.

Por exemplo, desde 2001 que existem leis, consagradas na Constituição da República Portuguesa, que obrigam a que todos os edifícios de acesso público, tenham acessos para pessoas com mobilidade reduzida. No entanto, as falhas são enormes, sendo que, a maioria dos edifícios estatais na Madeira, por exemplo, praticamente não possuem um único acesso.

A par disto, estão os acessos aos passeios ou transportes públicos, para pessoas com mobilidade reduzida (cadeirantes, canadianas, andarilhos, bengalas, carrinhos de bebé ou idosos), que raramente encontram uma pequena rampa de acesso que lhes pode facilitar, e muito, a locomoção. Outro exemplo, é a ausência de uma faixa antiderrapante nas ruas com Calçada Portuguesa, onde quando chove, por exemplo, impossibilita a deslocação nesta, por ser escorregadia, por parte das pessoas que utilizam apoios (canadianas, etc.).

Outra questão importante é a dos estacionamentos reservados para pessoas com mobilidade reduzida. É pena que, na baixa da cidade do Funchal (Avenida do Mar), não existam estacionamentos reservados. Quem diz na baixa da capital, diz nos outros concelhos, onde as vagas são praticamente nulas ou completamente descentralizadas. A par disto, é importante a criação de medidas mais severas, que sensibilizem quem desrespeita estes lugares (é algo frequente e diário). Importante será, também, a sensibilização junto dos mais novos, nas escolas e através de actividades, para um pensamento comum e respeito pelo próximo, neste sentido.

Algo muito importante é, também, a desmistificação das pessoas portadoras de deficiência serem incapazes de trabalho altamente qualificado. Como portador de deficiência, com um curso técnico, licenciatura e experiência em inúmeras áreas, sinto que a sociedade regional segrega e fecha muitas portas às pessoas portadoras de deficiência, por falta de informação, formação e falta de visão. A esmagadora maioria dos trabalhos são trabalhos base, com remuneração base e sem perspectivas.  É premente sensibilizar e educar neste sentido, evitar a descriminação laboral e incentivar a promoção igualitária. Por toda a Europa, encontramos pessoas portadoras de deficiência em cargos ou funções de relevo, através da promoção e dedicação, tanta na esfera pública como privada. Pessoas que trabalham, por exemplo, nos governos locais/centrais, nas grandes empresas, com perspectivas de crescimento, entre outras, como qualquer outra pessoa. Infelizmente, é algo que não se concretiza na Madeira. A nível laboral, estamos muito atrasados, comparativamente à grande maioria das regiões do continente europeu.

Várias são as vezes em que sou questionado, por cidadãos estrangeiros, sobre como é que me desloco, me “safo”, ou quais as condições laborais ou sociais na região. Esta questão está, constantemente, sobre o escrutínio de quem nos visita. Mais do que pensar na imagem para fora, está na hora de nos juntarmos e, elevarmos a mentalidade e sociedade regional a outro patamar.

Estas são, apenas, algumas das questões afectas a esta temática.

Hoje é por quem precisa, diariamente, amanhã pode ser por qualquer um de vós.

Diz a gíria popular que a “Madeira é um paraíso”, mas deve sê-lo para todos os seus habitantes.

Por uma Madeira de todos e para todos.

#LiderarParaTi

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