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O impacto da pandemia nas vidas humanas

O isolamento social e a saúde mental

Nos tempos atuais, a pandemia do COVID-19, tem se feito sentir no quotidiano das vidas humanas e por consequente na saúde mental das mesmas. De facto, o vírus a medida dos dias foi tomando uma grande proporção e se dispersado pelo mundo, este que foi perdendo, por sua vez, o controlo.

Efetivamente, com o aumento dos casos ativos de coronavírus, e, por conseguinte, o elevado número de óbitos, foi declarado o estado de emergência e por seu turno, foi imposto o isolamento social, de maneira a conter o vírus. Consequentemente, a pandemia conduziu a milhares de famílias o desemprego, visto que muitas empresas, escolas, estabelecimentos, entre outros tiveram de fechar ou reduzir o número de funcionários, ou até mesmo estabelecer o lay off, que por seu lado levou à diminuição de renda familiar, por exemplo.

Além disso, o isolamento social permitiu que o número de infetados não aumentasse, pois o estado incutiu um conjunto de medidas que cada cidadão devia tomar durante e pós a quarentena, nomeadamente o uso obrigatório de máscaras, a lavagem frequentemente das mãos, a escola online, o teletrabalho, a limitação do número de indivíduos em espaços/estabelecimentos públicos ou privados, o fim do contacto pessoal, a diminuição das saídas às ruas, o cerco sanitário (caso seja necessário para bem da saúde pública), entre outras. Por outro lado, o isolamento social tornou as pessoas mais assustadas com medo de contagiar-se ou de perder membros da família, que por sua vez agravou-se devido ao stress e a ansiedade no seio da mesma, devido aos problemas económicos e de saúde, como também o distanciamento de entes queridos, em particular os idosos, uma vez que são alvos de risco para serem contaminados, assim como os que apresentam um quadro de patologias crónicas, respetivamente a doenças respiratórias.

Desta maneira, a saúde mental das pessoas em tempos de pandemia tem sido extremamente preocupante, nunca foi tão elevado o número de pedidos de auxílio aos psicólogos, como também aos psiquiatras. Atualmente, os sintomas de ataques de ansiedade, de excesso de stress, e de depressão têm aumentado constantemente, devido às adversidades que as famílias têm experienciado. Neste contexto, devido ao isolamento social, as mesmas têm permanecido mais tempo em casa com os seus familiares, adotando novos hábitos e novas rotinas que têm prejudicado muito os indivíduos que tinham uma vida mais ativa, como também o aumento de discussões conjugais. Além do mais, com as escolas e creches encerradas, um dos pais tem de sair do seu emprego para cuidar dos filhos, e por consequência, é retirado o subsídio do mesmo. É necessário o reajustamento dos horários da escola online com a rotina do teletrabalho dos pais, controlar as despesas da família e adaptar-se às novas circunstâncias.

Assim sendo, é primordial ampliar e reestruturar os serviços de saúde mental, visto que presentemente são necessários globalmente, garantindo, então, uma melhor qualidade de vida aos indivíduos, e um maior desenvolvimento pessoal.

Em suma, é importante que todos durante a pandemia contribuam para sua não propagação, cumprindo as medidas estipuladas pela DGS e pelo governo, mantendo uma saúde mental estável, através da meditação ou de apoios psicológicos. É notável o facto

do impacto que a pandemia trouxe às famílias, no que diz respeito às dificuldades económicas, sociais e de saúde, e os diversos fatores impulsionadores para essas mesmas adversidades. Logo, se todos colaborarem e respeitarem as normas, conseguiremos sair vitoriosos desta pandemia o mais rápido possível.

Marília Sousa
Presidente do Núcleo dos ESD’s de Câmara de Lobos

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