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O nosso sistema de ensino e a sua realidade

No dia 21 de janeiro de 2021 foi tomada a decisão, por parte do governo, que todas as escolas deveriam ser encerradas, estando as faculdades com autonomia suficiente para decidir as medidas que tomariam. Como é conhecido, a maioria dos estabelecimentos do ensino superior, decidiu que ou as avaliações seriam adiadas, ou seriam realizadas através de formato online. Neste momento, está a ser colocada aos estudantes universitários a opção de reprovar uma ou mais cadeiras, ou correr o risco de contrair COVID-19 numa sala com 50 a 100 alunos, no corredor da faculdade por onde se esperam os docentes, “todos ao monte”, nos transportes públicos que se encontram a abarrotar, onde não há controlo no número de passageiros.

As decisões tomadas em cima do joelho por parte de alguém que se acha maior, prejudicam não só os alunos, como também os professores, porque a cada 24 horas se alteram os decretos e se mudam os calendários de exames porque nunca ninguém está satisfeito.

Outro ponto importante a referir, são os estudantes insulares e estudantes que não residem no seu local de estudo, a faculdade também é desses estudantes, o país também é feito desses estudantes. Muitos destes, quando souberam do encerramento dos estabelecimentos de ensino por 15 dias, seguiram das as suas terras, para junto das suas famílias, onde se sentem seguros num tempo tão incerto como este e, neste momento, estes mesmos estudantes veem-se obrigados a retornar aos seus locais de estudo, pagando viagens com valores absurdos, muitos deles escolhendo no final do mês qual das faturas vai pagar, apenas porque se achou que havia necessidade de realizar avaliações presenciais quando estas podiam muito bem ser realizadas através de formato online, como já aconteceu no ano anterior.

Sendo Portugal, neste momento, o pior país do mundo em casos e mortes por milhão de habitante, o país com maior taxa de contágio no mundo, estando estes números a subir cada vez mais, em que o dia seguinte é sempre o pior e todos os dias são maus, o SNS a entrar em colapso, os profissionais de saúde exaustos, e em geral, todos nós cansados deste ambiente pandémico. Ainda se permite abusar dos que combatem a pandemia na linha da frente, dos que trabalham 16 horas seguidas com pausas de 5 minutos para se alimentarem, ainda se permite abusar dos portugueses desta maneira.

Fiquem em casa por quem não pode e não deixem que quem não tem responsabilidade para tomar medidas firmes tenha essa liberdade, porque não será desta forma que se combaterá uma pandemia.

Matilde Azevedo
Vogal da Concelhia da JSD Câmara de Lobos

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