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O que é preciso ser dito… 

Pedro Ortelá

E questionado.

O recorrente sobre a política, especialmente entre os mais novos, é ouvirmos que anda tudo de costas voltadas com os centros de decisão e que o sistema político actual está caduco e falido. Não discordo sobre a caducidade gradual do sistema democrático, mas não é verdade que os mais novos sejam alheios às decisões políticas quanto alguns querem fazer parecer e muito menos na Região Autónoma da Madeira. Consigo perceber isso quando os nossos estudantes regressam a casa mais vezes por valores dignos e mais recentemente quando as pessoas questionam sobre a entrada em vigor de passagens aéreas com valores semelhantes para a restante população. Mais tarde ou mais cedo será uma medida concretizada, mas não podemos deixar cair no esquecimento o porquê das coisas, porque são essas mesmas coisas que o Governo Regional combate com medidas, que custam valores consideráveis, mas que mesmo assim não deixam de ser possíveis e em benefício das populações.

Os pais e filhos com aspirações académicas sabem muito bem quem tornou e vai continuar a melhorar a mobilidade na Região Autónoma da Madeira e não têm culpa que existam pessoas com responsabilidades governativas que sejam capazes de (tentar) estrangular um povo com o objectivo de pintar de rosa um mapa que sempre foi laranja.

Mas quem fala na mobilidade, fala também no descongelamento de carreiras de sectores estruturantes da nossa sociedade, arruinando por completo a retórica de alguns que dizem não existir diálogo construtivo por parte do Governo Regional. Sempre existe diálogo com quem quer ouvir e ser ouvido. Aconteceu com professores e enfermeiros e nem mesmo os combustíveis fez parar toda uma Região. O diálogo é a chave na resolução de problemas. Não vamos lá com murros sonsos na mesa.

Existe um custo para assumir tudo aquilo que quem deve, simplesmente não assume. E que custo é esse? O dinheiro do contribuinte podia ser melhor investido naquilo que são as competências do Governo Regional, mas em Lisboa comportam-se como se o dinheiro seja pertença de quem governa, mas quem governa, neste momento é general na guerra da caça ao voto.

Imaginem só o que seria a Região Autónoma da Madeira sem estes entraves e alguns políticos.

E eu, porto-santense que sou, vejo a orla costeira da Madeira ficar de fora dos planos de António Costa no que diz respeito à sua proteção, com a praia do Porto Santo, em específico, a reduzir com o passar do tempo. Será preciso assumir, novamente, o que é da competência do estado central?

Pedro Ortelá
Vice-Presidente da Comissão Política da JSD Madeira

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