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“Onde nos imaginamos daqui por 10 anos? Que Madeira teremos em 2030? Que futuro para a nossa terra?”

Hoje, ao inaugurar este espaço de opinião, reforçamos o compromisso assumido no último congresso, dar voz à JSD. A possibilidade e a criação de mais fóruns para os nossos militantes se expressarem enquadra-se numa lógica de aproximação e divulgação dos nossos quadros ao grande público.

Este é um ano particularmente importante. Não só porque nele existem 3 actos eleitorais, mas sobretudo por estarmos no final de uma década. Onde nos imaginamos daqui por 10 anos? Que Madeira teremos em 2030? Que futuro para a nossa terra?

Conjugando estas questões com o facto de o Regime Democrático ter comemorado 45 anos, acredito estarem reunidos os ingredientes necessários para pensar o futuro.

Por muito que custe, a verdade é que hoje a política está descredibilizada. Pelos actores do passado ou do presente, o que é facto é que as pessoas cada vez mais olham para os decisores públicos com desconfiança e a prova disso é que o discurso mais badalado nas comemorações do 10 de Junho, em Portalegre, foi proferido por um não-político.

Acredito que as pessoas cada vez menos queiram críticas e barulheira partidária. Querem chegar ao final de uma legislatura e constatar que estão melhores, quer seja nos Transportes, na Saúde e na Educação dos seus filhos. Querem sentir que os políticos, por intermédio da acção governativa, não falham e que estão empenhados em melhorar o futuro.

Não tenho quaisquer dúvidas de que a Madeira hoje está melhor que há 4 anos.

Acredito até que, terminadas algumas infra-estruturas, concluímos um dos pilares do desenvolvimento da Autonomia. Em pouco mais de 30 anos, fizemos com que caminhos que duravam 7/8 horas, passassem a durar 1h30, quando não menos. Levamos água potável, escolas e centros de saúde a todos os concelhos. E se isto não é a definição de conquista colectiva, tenho sérias dificuldades em definir o que possa ser.

Mas para as próximas décadas os madeirenses merecem outras lutas.

A primeira passará pelo reforço da Autonomia, através de uma Revisão Constitucional. Com mais Autonomia podemos combater as assimetrias na distribuição da riqueza, definir um modelo próprio de educação que permita às nossas crianças conhecer mais a Madeira, sem que isso as

prejudique no acesso às faculdades. Mais Autonomia poderá permitir ainda o incremento de políticas ambientais mais sustentáveis para a nossa terra, sem extremismos ou dogmas.

Mas a Revisão Constitucional deverá definir, de uma vez por todas, as competências das autonomias, bem como melhorar a qualidade da nossa Democracia.

As regiões autónomas devem poder eleger os seus representantes ao Parlamento europeu em círculos distintos dos nacionais. Por uma questão de justiça, mas sobretudo por uma questão estratégica. A dimensão ultra-periférica necessita de representantes próprios. Como também devemos pensar se não fará sentido impor limites de mandatos a Deputados à Assembleia da República, aos parlamentos regionais e aos vereadores das câmaras municipais.

Para melhorar a qualidade da democracia, fará sentido obrigarmos a comunicação social a ser independente, quando grande parte da população nacional tem um clube, um partido político e uma religião definida?

Sou daqueles que acredita que a Madeira poderá estar na vanguarda do futuro do País. O Sucesso comprovado da Autonomia permite-nos hoje afirmar que a luta do Povo Madeirense pode influenciar a qualidade da Democracia e, com isso, a qualidade de vida das pessoas, da mesma maneira que mudamos a Madeira.

Sem o esforço e o combate dos madeirenses, muitos portugueses nunca entenderão a importância da igualdade, da mobilidade, da justiça e coesão social.

Um Portugal mais forte tem de apostar nas suas gentes. E quem melhor que o Povo Madeirense para merecer essa aposta?

Bruno Miguel Melim
Presidente da Comissão Política da JSD Madeira

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