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Um ensino que pouco ensina!

Passamos todos os ciclos de estudo a achar que é no seguinte que será diferente, a verdade é que a exigência aumenta, são nos pedidos mais trabalhos, mais horas de estudo, contudo a retribuição para esse esforço é pouca ou nenhuma. Numa altura em que tanto se fala de diferentes métodos de ensino, mais inovadores, e que permitem mais e melhores resultados, os chamados ensinos para lá da “barreira da descoberta” tantas vezes profetizados por um meu professor, continuamos a ver que tais ideologias não passam de meras palavras, já em 1988 em “Os Maias” Eça de Queiroz criticava o estilo de ensino português que “Eusebiozinho” recebia, contudo, vemos que passados tantos anos continuamos com o mesmo estilo, e todos nós somos uns “eusebiozinhos” neste nosso Portugal.

Quando supostamente a sociedade quer que os jovens sejam mais criativos e inovadores, onde lhes pedem que pensem “fora da caixa”, mas não fazem nada mais, nada menos do que criar programas de automatização de informação exigidos pelos professores que não apelam à produção mas sim à reprodução dentro dos ideais e exigências daquilo que consideram mais verosímil “é isto que eu quero que vocês façam”, e  não bastasse termos este estilo bastante conservador e desatualizado,  que nos manda para os fundos da tabela nos estudos comparativos entre a realidade portuguesa e restante realidade europeia mais desenvolvida em termos do nível de educação portuguesa, ainda temos de lidar com ditos professores, especialmente na realidade universitária, que não têm qualquer interesse pela profissão a que estão ligados, e o seu único objetivo é sentirem-se seres superiores aos alunos, inferiorizando-os, humilhando-os, e ridicularizando os seus objetivos e ambições, fazendo crer que os mesmos nunca serão “ninguém” na vida.

Chegamos então ao ensino superior, onde temos cursos completamente mal estruturados, onde o mesmo professor apenas na licenciatura é capaz de dar até QUATRO cadeiras, sendo que algumas delas não têm sequer qualquer relação entre si. Além disto, existe um clima de medo e receio de denunciar os casos de abuso de determinados professores, pois todos sabemos como acabam estas situações, pois os mesmo têm a faca e o queijo na mão. Ficamos assim privados de um bom ensino, e onde muitos de nós saem da universidade sem estar minimamente preparados para desempenhar as suas funções, a não ser que procure formação extra fora do seu curso.

E pior, é quando o topo da hierarquia pouco ou nada faz para mudar o rumo das coisas, e por vezes é até pior que a restante estrutura, e como em todas as estruturas a relação funciona na base da confiança, se não há confiança de ambas as partes temos o elo desconectado, e nunca será possível obtermos os resultados pretendidos, não obstante, os denominados professores apontam sempre o dedo aos alunos pelos fracos resultados atingidos, contudo esquecem-se que ao apontar um dedo aos alunos estão a apontar 4 para si, não quererá isto dizer nada?

Aos professores que eu sei que amam a profissão e fariam tudo pelos alunos e pelo bom nome dos seus cursos, se estiverem a ler este desabafo, peço que não desistam, que lutem e que tentem chegar ao topo, porque a vós, todo o apoio será dado por parte dos alunos para que sejam feitas reais mudanças. Retiremos esses velhos do Restelo do nosso ensino, demos um passo em frente rumo a uma sociedade mais e mais bem desenvolvida.

Francisco Fernandes
Presidente da Mesa da Assembleia Geral dos ESD’s Madeira

#LiderarParaTi

1 Comment

  1. Albertina Ferreira

    Então corrija ( fernades) para Fernandes. Mas, foi uma professora que falou. Duvide do ensino se for mais fácil do que dividar da aprendizagem.

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