Menu Fechar

Vencer 2021

Os desafios que os últimos meses trouxeram à Humanidade revelaram que há muito poucas coisas, para não dizer nenhumas, adquiridas. A Liberdade, sobre as mais diferentes formas, é uma delas.

Assim sendo, sem perder a irreverência característica da Juventude e, não esquecendo as dificuldades específicas decorrentes da circunstância em que vivemos, cumpre olhar para o novo ano com a certeza de que nele podemos alcançar as novas metas a que nos propomos. Metas essas que devem traduzir-se na melhoria das condições de vida das populações, em particular, dos mais jovens.

Atendendo a tudo isto, 2021 revela-se um ano determinante para o Futuro da Região Autónoma da Madeira. Se, por um lado, será o primeiro ano completo em que os principais instrumentos de Governação estão pensados para debelar as consequências económicas da crise sanitária em que vivemos, por outro poderá ser um ano em que o poder local assuma outra preponderância no xadrez político regional. 

Desde 2013 foram 7 os concelhos que foram governados por partidos da oposição regional. Em 2013, ao final de 37 anos de vitórias esmagadoras em eleições autárquicas,a população deu a oportunidade de serem outros partidos a governarem 6 dos 11 municípios da Região. Em 2017, a Ponta do Sol virou à esquerda. A pergunta é clara. Nos últimos 8 anos (4 no caso da Ponta do Sol) assistimos a uma melhoria das condições de vida por parte dos madeirenses nesses concelhos? Houve mais investimento estruturante nos respetivos municípios? Sendo verdade que houve um reforço das respostas sociais iniciadas pelo Governo Regional da Madeira que atingiram, inevitavelmente, a dimensão de intervenção local, a verdade é que se olharmos para as competências estritas das autarquias, os municípios e freguesias da Região Autónoma da Madeira governados pelos Partidos da tradicional oposição, estão piores. A título de exemplo, de que nos vale o Funchal apostar em bolsas de Estudo, alargando os requisitos por ação dos deputados municipais do PPD/PSD nessa casa, quando as políticas locais de habitação não conseguem responder às necessidades de Habitação destes jovens, recém-licenciados e que pretendem começar uma vida? De que cidade falamos quando, nesse período, as necessidades gerais de habitação no Município do Funchal  cresceram 25%? Em Santa Cruz de que vale o cheque- cirurgia quando aquela autarquia não consegue resolver problemas de mobilidade estruturantes como a Variante do Caniço ou, mais recentemente, o nó da Cancela? Ou, ainda, em Machico, que passados 8 anos, o poder local não conseguiu suster a queda de população que, desde 2000, já atingiu valores a rondar os 23% de população perdida?

Poderia referir ainda muitos outros exemplos, como a Semana do Mar que custou 300.000€ em 2017 no Porto Moniz, o que assumindo que este município tem 2500 residentes, equivale a dizer que cada residente neste concelho tenha pago 120€ para um Festival ao Ar-livre. De facto, e passando a publicidade, fica mais barato ir ao NOS ALIVE. 

Como se pôde verificar, a política seguida pelos municípios onde a oposição regional é poder revela uma postura assistencialista,  virada para o voto e a resolução da necessidade individual da pessoa. Legítimo, mas que levanta, sempre,  a dúvida sobre o mérito e importância do problema individual num panorama global da intervenção local. Uma  das funções do poder local é definir políticas que extravasem os mandatos, dotando os municípios de condições de atratividade estruturantes.  Seja no Emprego, ou na habitação.
2021 constitui uma oportunidade para, ao nível local, devolvermos aos nossos Municípios a possibilidade de crescerem e prosperarem. Mesmo em cenários adversos como este. 

Todos são fundamentais para alterar o decurso das coisas. Com proximidade, humildade, empenho, solidariedade e abnegação venceremos 2021!

Precisamos de todos, contamos com todos!

Bruno Miguel Melim
Presidente da Comissão Política Regional da JSD Madeira

#LiderarParaTi

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *